Os pacientes crônicos têm cada dia mais qualidade de vida fora do hospital. Apesar disto, é cada vez maior o número de pacientes que continuam internados mesmo depois de superado o problema que os levou à instituição.
Estima-se que os hospitais de primeira linha do país tenham cerca de 10% de seus leitos ocupados por pacientes crônicos residentes. O cenário tende a se agravar com os avanços da medicina e da longevidade. É um desafio que precisa ser enfrentado e todos têm de estar preparados para assumir suas responsabilidades, cientes da probabilidade cada vez maior de ter um doente crônico na família. É preciso criar novos paradigmas. O paciente crônico estará melhor em casa, perto da família e com apoio de assistência domiciliar ou, se for o caso, em uma instituição de longa permanência.
Em muitos casos que envolvem pacientes crônicos, as famílias não têm estrutura ou condições de cuidar do paciente ou simplesmente não quer assumir a responsabilidade e acha mais cômodo mantê-lo internado. Já os planos de saúde nem sempre cobrem o atendimento domiciliar ou a internação nos chamados hospitais de retaguarda ou de longa permanência.

Nenhum comentário:
Postar um comentário