O Brasil é um centro de referência internacional em transplantes de órgãos. Mas o medo, fruto da desinformação, impede que muitas famílias de pacientes com morte encefálica autorizem a doação.
Hoje, mais de 95% dos transplantes são financiamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que também subsidia os medicamentos imunossupressores aos pacientes. Esses fatos aliados à construção de única lista de espera de recptores supervisionada pelo Ministério Público democratizam o acesso dos doentes ao transplante.
É importante saber: pacientes com morte cerebral ou encefálica não estão em coma. No estado de coma, o encéfalo parte do sistema nervoso central contido na cavidade de crânio, está vivo e executando funções rotineiras, ainda que com dificuldade. Com a morte encefálica, essas funções não podem mais ser cumpridas. O diagnostico é definido por uma equipe de médicos especialistas, com base em exames específicos. A morte é legalmente atestada quando não há atividade elétrica ou fluxo sanguíneo no cérebro e há perda definitiva e irreversível das funções cerebrais relacionadas à existência consciente. Só então a família pode autorizar a doação.
Diversos órgãos e tecidos podem ser doados: coração, córneas, pulmões, ruins, fígado, pâncreas, intestino, ossos, pele. Para garantir a isenção do processo, médicos responsáveis pelo diagnóstico de morte encefálica não estão autorizados a integrar equipes que realizam transplantes.
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