De todas as perguntas sobre células – tronco, a mais difícil é: “em quanto tempo estaremos usando essas células para tratar doenças?”. Apesar de absolutamente natural e justificada sua capacidade de regenerar órgão e tecidos, as células troncos são a grande promessa terapêutica do século XXI.
A resposta para a pergunta acima exige uma clarividência desconfortável para qualquer cientista sério, que conhece bem os rumos incertos da pesquisa biomédica. De fato, com elas pretendemos tratar doenças comuns como infarto e diabetes, e nos últimos dez anos cientistas do mundo todo tabalham para transformar essa pretensão em realidade. Porém, até hoje as células tronco ainda são usadas somente no tratamento de leucemias e outras doenças raras do sangue, na forma de transplantes de medula, ainda não foram usadas em nenhum paciente.
Há algum tempo experimentamos em seres humanos o uso de células tronco da medula e de sangue de cordão umbilical incluindo doenças cardíacas, derrame, diabetes e hepatite. Essas células parecem não fazer mal, ainda não estão claro se fazem algum bem naquelas situações.
Nos próximos anos, teremos as respostas desses estudos e saberemos quais doenças as células tronco adultas têm de fato efeito terapêutico. Já as células tronco embrionárias, polêmicas por envolver a destruição de um embrião para sua obtenção (lembre-se: Embriões das fertilizações in vitro), devem no próximo ano sair de laboratório e passar para os testes clínicos em seres humanos.

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